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Se eu tivesse que imaginar como o destino se dá, eu diria que é como jogar bilhar. A primeira tacada é o ato sexual dos pais, ou melhor do pai. E lá vai você nadando até o alvo final. Óvulo pintado com círculos vermelhos e é só o que o girino consegue ver. Fecundação feita, células se dividindo, aquela coisa toda. Barriga, e lá vem outra tacada. Força, força e força para sair. Luz, câmara e ação. Dai pra frente é tacada após tacada. A bola vai deslizando pelo feltro macio de acordo com a força da tacada. E se nenhuma outra força interromper no caminho da bola, esse caminho traçado estará lá. A vida correndo de acordo com o que já foi desenhado antes pela física como a conhecemos hoje. E ai quando você está no transito esperando o farol abrir alguém bate no seu carro como um evento casual. Tacada de uma bola branca batendo em outra bola qualquer. Sem contar ponto no jogo, sem a intenção de colocar uma bola no buraco, apenas uma força qualquer aplicada num evento totalmente imprevisto. Putz, que vida mais chata essa de estar dentro de um campo de jogo limitado, e pior ainda, assim que uma tacada realmente se concretiza em objetivo o que acontece: morre. E qual é a frase? Matei a bola. Irônico.